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Qualquer referência às Artes Plásticas em Angola, implica o recurso a momentos distintos dessa forma de expressão artística. E essa reflexão leva-me a considerar três marcos essenciais, para situar momentos significativos no percurso histórico e no perfil individual de cada artista, que com a sua forma de expressão personalizou a história da Arte Angolana.

Dos tempos mais longínquos, podemos ainda hoje observar os testemunhos deixados por artistas anónimos nas artes pictórias parietais em fontes arqueológicas como as grutas de Citundo, Ulo, Caningiri, ... passando por escultores oriundos de toda a diversidade cultural do país, e que legaram às geracões mais novas, os testemunhos da nossa memória histórico cultural, e consequentemente a nossa identidade cultural, hoje elementos imprescindíveis como fonte de inspiração dos artistas angolanos.

O período que antecede a Independência, é marcado pela producão de artes com um cariz marcadamente nacionalista, ou pela producão de motivos ligados ao quotidianodos angolanos ainda que, grande parte das vezes, produzida por artistas com outras origens culturais.

Com a Independência de Angola, surge um movimento novo, impulsionado grandemente por artistas angolanos com formação acadêmica na área das Artes Plásticas, e que assumem accões concretas na formacão e descoberta de novos valores. Hoje, as Artes Plásticas em Angola atingiram um lugar de destaque em África e no Mundo, podendo com frequência ver nomes das Artes angolanas associados a eventos artísticos de grande vulto. Algo podemos realcar no percurso das Artes Plásticas de Angola, é que entre o passado e o presente, sentimentos muito comuns ligam os artistas angolanos, ou seja, a ligação ao seu referencial cultural e a particularidade de exprimir os seus sentimentos de uma forma muito personalizada, enfim... muito angolana

 
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